Redes sociais e perfis se barram em limites de privacidade

Qualquer pessoa que possui dados confidenciais deseja que eles sejam ocultos a pessoas que não estão relacionadas com suas informações. Ninguém quer ter o seu número de celular exposto para pessoas ou empresas ligarem e oferecem algum produto indesejado.

Nem mesmo o e-mail, que é uma maneira menos invasiva de entrar em contato não é informado sem algum motivo por alguém, afinal as mensagens spams não devem ficar ocupando a caixa de mensagens de quem precisa responder e-mails importantes.

Uma prática que está sendo comum no mundo das redes sociais é o pedido de informações pessoais como o número do telefone. Existem pessoas que simplesmente por gostar da rede social ou do aplicativo informa o dado pessoal, mas existem também usuários que não querem deixar o número de telefone ou qualquer outra informação que leve a um contato mais direto. No entanto parece que alguns serviços e redes sociais não entenderam isso, ainda que não precisem de uma informação como essa para prestarem o seu serviço.

O que as empresas dizem sobre obter os dados de seus usuários é que eles terão um serviço mais personalizado. Anúncios e propagandas serão mais direcionadas ao perfil do usuário. Quanto maior as informações a respeito de alguém melhor seriam as ofertas e as facilidades que estariam ligadas aos desejos e as necessidades de um perfil.

De acordo com a troca entre aplicativos e usuários tudo estaria harmoniosamente bem, mas não é bem isso o que as pesquisas revelam. O professor Joseph Turow, da Universidade da Pensilvânia, mostra com suas pesquisas e com outras, que muitas das informações passadas são cedidas de maneira resignada e não por conveniência.

Muitas pessoas simplesmente cedem suas informações porque possuem muitos amigos nas redes sociais e por isso desejam continuar com o acesso. Não existe uma sensação de conforto, mas também não se sabe qual a solução para essa situação.

A privacidade de informações é um tema que atualmente vem ganhando mais notoriedade, principalmente depois de notícias do vazamento de dados do Facebook e o compartilhamento de mensagens particulares com empresas como Netflix e o Spotify, gerando mais cautela e leis que defendem a privacidade.

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