US$ 20 milhões devem ser pagos pelo Uber por ação trabalhista nos EUA

O aplicativo de transporte por carro, Uber, deverá pagar nada mais, nada menos que  US$ 20 milhões  (quase R$ 76 milhões de dólares) em um acordo para cobrir os direitos trabalhistas de seus motoristas nos EUA. No ano de 2016, o valor inicial solicitado foi de US$ 100 milhões de dólares, que o juiz julgou ser inadequada.

Os motoristas do Uber entraram na justiça com a alegação de que estão sob condições de empregados e não contratados como independentes. Houve uma cobrança em relação aos direitos trabalhistas, às proteções salariais, e aos reembolsos das despesas.

Segundo o documento do processo, a ação envolve motoristas de Massachussetts e da Califórnia que dirigiram para o Uber desde agosto de 2009 até fevereiro deste ano. Em 2016, o número de motoristas era de 385.000, diferentemente do número atual de 13.600. Na segunda, 11 de março, o novo acordo foi apresentado em um tribunal federal na cidade de São Francisco, Califórnia.

Com o surgimento da facilidade das tecnologias para locomoção, nascem questões que estão relacionadas com os direitos trabalhistas dos chamados trabalhadores de economia de giro. O debate envolve serviços que utilizam aplicativos para fazerem entregas de comida, ou transporte.

Empresas como o Uber afirmam que seus trabalhadores não possuem nenhum vínculo trabalhista, no entanto, no ramo jurídico, o que as leis defendem não estão exatamente de acordo as políticas das empresas que querem se safar de onerações típicas do setor.

Notícias como essas mostram como os direitos dos trabalhadores estão sendo garantidos no tribunal, e desse modo o modelo de negócios de empresas como o Uber passa a ser enfraquecido. O porta-voz da empresa afirma que “o Uber mudou bastante desde 2013”, e procurou chamar a atenção para os programas de melhorias tecnológicas para auxiliar os motoristas.

A tendência é que as leis sejam usadas a favor dos trabalhadores que são intitulados como independentes, e que as empresas possam tratar da melhor maneira a questão dos direitos trabalhistas de cada país.

O desemprego é uma das principais razões das pessoas que buscam alternativas para conseguir uma renda com aplicativos, mas é necessário considerar os benefícios e prejuízos no fim das contas.

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