Economia mundial em pauta: como fatores variados modificam os costumes de investidores

Felipe Miranda, um dos empresários que fundaram a Empiricus, corporação que passou a operar em 2009, reportou uma observação que ouviu durante um evento, acerca da necessidade de se olhar individualmente cada situação no mercado financeiro. A ideia geral do que foi dito, segundo Miranda, era a de que é importante ser eficiente em todas as vertentes de investimento, a fim de que se possa alcançar o que se almeja nesse meio.

Desse modo, o executivo empregou o exemplo mencionado para explicar que algo pode ser lucrativo para um dado investidor, mas ainda assim não sê-lo para outra pessoa que queira investir. O que se busca ressaltar é que as realidades de investimentos são muito diversificadas e algo que cai bem em uma situação pode estar fora de contexto em outra. Com isso, Miranda reforça a ideia de que é necessário analisar todos os casos de forma holística, ou seja, em sua totalidade.

Grande parte do que tem se desenrolado nos mercados financeiros nacional e internacional decorre da antiga relação entre China e Estados Unidos. Após anúncios acerca da adoção de algumas barreiras comerciais aos produtos chineses, o governo chinês passou a tomar algumas medidas como modo de resposta ao que foi adotado pelo governo norte-americano, ressalta o co-criador da Empiricus.

Simultaneamente à crise comercial e tecnológica entre os dois países, dados revelados por órgãos norte-americanos indicaram que os Estados Unidos terminaram o primeiro semestre de 2019 com um nível de atividade industrial abaixo da expectativa de economistas. O líder da Empiricus assinala que, após o anúncio em questão, como já era de se esperar, o mercado reagiu de forma rápida frente a esse acontecimento. Miranda destaca que ocorreu expressiva procura por ativos financeiros considerados mais estáveis.

Uma outra consequência apontada foi a acentuada queda dos rendimentos gerados por meio de Treasuries, ao passo em que o ouro apresentou valorização, chegando a atingir o valor de comercialização de US$ 1.556 por onça, pontua o atual co-CEO da Empiricus. Com isso, acredita-se que ocorra recessão econômica nos Estados Unidos, algo que segundo especialistas poderá se dar já nos próximos anos.

Responsável por decisões estratégicas dentro da empresa de informações financeiras Empiricus, Miranda destaca que o que se poderá ver em relação à economia norte-americana, bem como em outros países, é um cenário de baixo crescimento, permeado por inflação e juros igualmente baixos. Sobre a possível queda das taxas de juros, ele salienta que tal ocorrência pode ter raízes estruturais, presentes em vários países, ao contrário do que se costuma alegar acerca desse efeito diante de revezes econômicos globais.

Com base na pirâmide necessidades humanas de Maslow, Miranda informa que acontecimentos demográficos têm feito com que as pessoas invistam mais na poupança em todo o mundo. A pirâmide em questão é na verdade uma representação gráfica para se explicar que as pessoas, ao terem suas necessidades primárias sanadas, partem para outras ações de ordem social, como por exemplo, o acúmulo de capitais. O aumento da longevidade também foi apontado por ele como um dos fatores que mais motivam as pessoas quanto à adoção dessa modalidade de investimento.

Desde sua criação, a Empiricus influenciou o aumento de investidores na bolsa

Gustavo Kahil, editor do portal que aborda informações sobre investimentos Money Times, publicou um artigo em março quando a Bolsa de valores brasileira chegou ao marco histórico de 1 milhão de investidores. O que se deve também a ação de empresas como a Empiricus que tornou as atividades mais simples educando os interessados em investir.

Apesar do país contar com mais de 200 milhões de habitantes, há apenas esse número de pessoas que investem na bolsa de valores. Parece pouco, mas é algo relevante e merece comemoração. Apesar disso, estamos um pouco distantes do que almeja o presidente Bovespa, Edemir Pinto.

1 milhão de pessoas é um número emblemático e demonstra o recente interesse dos brasileiros em investir em na bolsa. Em relação a outros países, o Brasil ainda está engatinhando no quesito renda variável. Os Estados Unidos é um exemplo quase que inalcançável, uma vez que mais da metade dos adultos investem diretamente em ações.

A Coreia do Sul, que tem cerca de 25% da nossa população, conseguiu atingir no início da década, os 5 milhões de investidores sonhados por Edemir Pinto. Em comparação a outros países da América do Sul, a participação ainda é superior à nossa. É só olhar o exemplo de chilenos e colombianos, que apresentam uma maior participação de pessoas físicas é sensivelmente maior que a nossa, e isso em termos absolutos.

De acordo com Caio Mesquita, CEO da Empiricus, a empresa monitora o número de pessoas físicas que investem na bolsa desde 2009. Segundo ele, no começo das atividades, a empresa tomava esses números como indicadores para potenciais assinantes. “Nossa premissa era de que apenas eles já tinham posição em ações teriam real interesse em receber orientações sobre o tema”, ressalta Caio.

Em 2013, com o ingresso da marca Agora na sociedade, a Empiricus redirecinou o negócio, aplicando principalmente ferramentas de marketing digital para despertar o interesse de uma audiência ampla, cuja maioria possuía recursos estacionados em investimentos não lucrativos.

Muitas pessoas, que antes não davam importância para assuntos relacionados às finanças, deixando apenas aos gerentes de seus respectivos bancos, a orientação quanto às decisões que impactam em seu patrimônio, passaram a assinar as publicações da Empiricus, tendo acesso a ideias que até então não eram acessíveis ou eram acessíveis somente a pessoas com muitos recursos.

Esses assinantes começaram a aplicar as orientações da empresa em seus investimentos. Os assinantes passaram a abrir contas em corretoras e a cuidar do seu futuro financeiro de forma ativa. “Realizamos estudos e pesquisas que mostram a influência da empresa nos hábitos de investimentos dos nossos clientes”, ressalta Caio.

Uma dessas pesquisas, conduzida em agosto de 2018, demonstra que, antes de conhecerem as publicações da empresa, 45% dos assinantes guardavam dinheiro na poupança e 35% eram investidores de ações na bolsa. Após começarem a receber informações da Empiricus, esses percentuais se inverteram completamente. Enquanto apenas 15% apostaram na poupança, 60% direcionaram seus recursos em aplicações diretas na bolsa.

Com mais de 330 mil assinantes únicos, a companhia contribuiu para o crescimento de investidores no mercado de capitais, em especial na bolsa de valores.

Leilão da EF-170 vai potencializar logística de grãos produzidos no país

Concessão para a EF-170, a Ferrovia do Grão, espera somente o leilão para sair do papel. ANTT já publicou os documentos contendo, entre outras informações, as obrigatoriedades da empresa vencedora. Felipe Montoro Jens traz mais sobre o assunto. Acompanhe!

De acordo com os primeiros estudos, a Ferrogrão ligará as regiões Centro-Oeste e Norte em uma linha férrea com 1.142 quilômetros de extensão, entre os municípios de Sinop, no Mato Grosso e de Miritituba, no Pará. Parte deste caminho cortará uma extensa área de mata nativa, reporta o especialista em projetos de infraestrutura.

O leilão da Ferrovia do Grão

O prazo de concessão para quem vencer o leilão será de 65 anos. A companhia que deterá os direitos de exploração da ferrovia será aquela que oferecer o maior valor referente a outorga, estipulado em R$ 0,01, contudo a empresa deve ter condições de construir e manter a obra.

O empreendimento se enquadra no regime vertical de concessão, em que uma só empresa tem a gestão da infraestrutura e pode prestar os serviços de logística. Trata-se de um projeto que segue os moldes do PPI – Programa de Parceria de Investimentos, cujo intuito é fortalecer o corredor da exportação pela região Norte, que apresenta portos em que é possível escoar a produção para outros países, reporta Felipe Montoro Jens.

Apesar do baixo valor da outorga, a concessionária terá que arcar com toda a infraestrutura, o que exige um investimento estimado de R$ 12,6 bilhões. De acordo com o Portal do PPI, as responsabilidades incluem:

terraplanagem e construção da estrutura da malha ferroviária;

obras de drenagem;

obras especiais;

estrutura de energia e sinalização;

material ferroviário;

trens e demais equipamentos rodantes;

compensação ambiental e desapropriação de terras.

Importância para a produção de grãos brasileira

Felipe Montoro Jens destaca o trecho do documento que ressalta a remuneração da empresa, que virá exclusivamente do transporte ferroviário. O estudo prevê que o risco de demanda será arcado totalmente pela concessionária, contudo está prevista uma demanda alocada próxima as 25 milhões de toneladas assim que a EF-170 estiver em funcionamento.

Conforme os levantamentos do setor, os produtores de estados como o Mato-Grosso planejam transportar mais de 20 milhões de toneladas pela ferrovia até os portos da região Norte. O trecho ferroviário em questão será um ponto-chave para o transporte de soja, milho, farelo e óleo de soja, etanol, açúcar, derivados do petróleo, entre outras matérias-primas, reporta Felipe Montoro Jens.

Assim que estiver instalada, a FerroGrão deve ampliar a capacidade logística e a competitividade da região, a qual se consolida com a rodovia BR-163. De acordo com o estudo, essa BR terá seu tráfego atenuado, o que representará menores custos para sua conservação e manutenção.

O caminho formado pela EF-170 juntamente com BR-163 vai criar um novo caminho para a exportação de grãos brasileiros. Hoje, cerca de 70% do que é produzido no Mato-Grosso percorre um longo caminho até chegar aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). São mais de 2 mil quilômetros desde sua origem. O que reduzirá perdas e aumentar a competitividade, reportou Felipe Montoro Jens.

Processo que dará origem à construção da ferrovia EF-170 tem início no país, por Felipe Montoro Jens

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entidade ligada ao governo federal, responsável pela fiscalização das condições de transporte no país, divulgou em 2017 informações sobre as obras da ferrovia Ferrogrão, oficialmente mencionada como EF-170. Quem reporta a notícia é Felipe Montoro Jens, executivo Especialista em Projetos de Infraestrutura.

Devido ao tamanho que se espera que a ferrovia venha a ter, vale salientar que esta compreenderá regiões distintas do território brasileiro. Assim sendo, operadores logísticos do país terão mais essa opção de transporte, que transitará pelos estados do Matogrosso e do Pará. Felipe Montoro Jens esclarece que já se cogita a realização da escolha da empresa concessionária com o planejamento de um leilão público para que isso possa se concretizar em breve.

O regime de contratação da companhia que construirá a Ferrogrão será o de concessão, pontua o executivo Felipe Montoro Jens. Esta, por sua vez, será firmada considerando-se um intervalo de tempo de 65 anos. Para consegui ser escolhida, a empresa deverá ter condições financeiras e estratégicas que possibilitem a outorga de valores satisfatórios às demandas públicas.

Felipe Montoro Jens aponta que, em um primeiro momento, todos os esforços da concessionária estarão direcionados à conclusão da obra. Após esta fase inicial, contudo, já serão definidas as demais atribuições que caberão à companhia escolhida. O especialista em projetos de infraestrutura noticia que já se sabe que as atividades operacionais também deverão ser feitas pela mesma organização.

Haverá um investimento inicial de cerca de 12 bilhões de reais a fim de que a obra da EF-170 possa de fato ser iniciada, alerta Felipe Montoro Jens. O montante, conforme explica o executivo, é originário de uma ação do governo federal. Com isso, o que se espera é que uma quantidade expressiva de produtos possa ser transportada pelo corredor ferroviário que se planeja construir.

Conheça a biografia do especialista em infraestrutura Felipe Montoro Jens.