Calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 0,3 ponto em agosto ante julho: passando de 97,6 pontos para 97,9 pontos, maior valor desde setembro de 2022 (98,8 pontos). Agosto já marca o sexto mês seguido de alta do indicador que, desta forma, acumula um aumento de 4,3 pontos desde fevereiro (93,6 pontos), último mês em que o ICE registrou queda.
Segundo o que explicou o FGV Ibre, o avanço do Índice de Confiança Empresarial observado no oitavo mês de 2024 reflete movimentos distintos em seus dois índices-componentes.
“Após cinco meses em alta, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) ficou praticamente estável, ao recuar 0,1 ponto [em agosto ante julho]”, salientou o relatório do Instituto. “Os indicadores que medem as expectativas com relação à tendência dos negócios (seis meses à frente) e à demanda (três meses) recuaram 0,1 e 0,2 ponto, respectivamente, para 98,9 e 95,3 pontos”, especificou a entidade.
Em contrapartida, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) avançou 0,7 ponto na passagem de julho para agosto, chegando aos 98,7 pontos no mês, maior valor desde dezembro de 2013 (100,2 pts.). “Seus componentes, que medem a percepção sobre a demanda corrente e a situação atual dos negócios, subiram 0,4 e 1,0 ponto, respectivamente, para 98,9 e 98,6 pontos”, detalhou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
Segundo o Superintendente de Estatísticas do FGV Ibre, Aloisio Campelo Jr., “o avanço gradual da confiança empresarial em 2024 reflete um ambiente de crescimento mais robusto dos segmentos cíclicos da economia em comparação ao ano passado”. Ele destaca, nesse sentido, o setor da Indústria de Transformação, “que tem apresentado sinais claros de aquecimento, como baixos níveis de estoques e elevado nível de utilização da capacidade instalada”. Ainda de acordo com Campelo Jr., o avanço do ISA-E observado em agosto “sugere que o nível de atividade permanece favorável no terceiro trimestre”.
“Em contraste com esses sinais positivos, observa-se ainda um baixo nível de confiança no Comércio e uma ligeira queda do Índice de Expectativas Empresarial no mês”, completou o Superintendente do FGV Ibre.