De acordo com os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,64% em dezembro, ante a taxa de 0,50% registrada em novembro. Segundo a entidade, esse resultado de dezembro é o maior desde maio de 2022 (0,69%).
Em termos de acumulado no ano, ou seja, de janeiro a dezembro de 2023, o IGP-DI acumulou queda de 3,30%. Já em dezembro de 2022, o índice havia subido 0,31% e acumulava elevação de 5,03% em 12 meses.
No que se refere aos componentes do IGP-DI:
- O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,79% em dezembro, ante a variação de 0,63% em novembro;
- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,29% em dezembro, ante a taxa de 0,27% de novembro; e
- O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,31% em dezembro, ante 0,07% no mês anterior.
Conforme o que destacou o Coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, André Braz, o índice de preços ao produtor finalizou 2023 com uma retração significativa de 5,92%. “Entre as commodities alimentícias, as maiores influências para essa diminuição foram observadas na soja, com decréscimo de 21,68%; no milho, que caiu 27,54%; e nos bovinos, com queda de 13,58%”, especificou ele.
No que diz respeito ao índice de preços ao consumidor, Braz salientou que o aumento acumulado do indicador foi de 3,55% no ano — sendo que, nesse caso, os itens que mais se destacaram foram: a gasolina, com elevação de 11,54%; os planos de saúde, que subiram 10,16%; e o licenciamento de veículos (IPVA), com alta de 13,19%.
“Por outro lado, na construção civil, que viu seu índice aumentar 3,49%, o maior impacto foi da mão de obra, que apresentou um crescimento de 6,57% em 2023”, completou André Braz.
Confira essas e demais notícias sobre a evolução do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna e seus componentes na íntegra da publicação feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV.